Friday, 14 June 2013

Karl Marx 2013 a cura di Roberto Fineschi, Tommaso Redolfi Riva e Giovanni Sgro’

Siamo molto orgogliosi di annunciare l'uscita del numero speciale de Il ponte dedicato al dibattito internazione su Marx nell'ultimo decennio.
Si tratta di un'opera la cui realizzazione ha richiesto qualche anno di lavoro, ma il risultato appare egregio. Indicato per chi vuole orientarsi in questa complessa e variegata discussione.
Ecco l'indice:


Karl Marx 2013
a cura di Roberto Fineschi, Tommaso Redolfi Riva
e Giovanni Sgro’

ROBERTO FINESCHI, Questo speciale

ALEKCANDR V. BUZGALIN E ANDREJ I. KOLGANOV
Marx re-loaded: il dibattito russo

SERGIO CÁMARA IZQUIERDO E ABELARDO MARIÑA FLORES
L’analisi economica marxista nel mondo ispanofono. L’ultimo decennio

GUGLIELMO CARCHEDI
Recenti dibattiti teorici su Marx nel mondo anglosassone. Un’introduzione

FRANK ENGSTER E JAN HOFF
La recente lettura di Marx nei paesi di lingua tedesca

STÉPHANE HABER
Il marxismo francese negli ultimi trent’anni. Crisi e rinnovamento

HU DAPING
Il dibattito cinese su Marx

JOÃO QUARTIM MORAES
Il marxismo in Brasile

TOMMASO REDOLFI RIVA
Il dibattito teorico dell’International Symposium on Marxian Theory

TOMMASO REDOLFI RIVA
Critica dell’economia politica ed esposizione dialettica. Su alcune recenti letture italiane di Marx

RYUJI SASAKI E KOHEI SAITO
Il marxismo giapponese del ventunesi-mo secolo e la rilettura di Marx attraverso la Mega

GIOVANNI SGRO’
Dialettica, prassi e concezione materialistica della storia. Alcune recenti letture italiane di Marx



Tuesday, 4 June 2013

Hugo da Gama Cerqueira, Por que ler 'O Capital' hoje?


Fonte: http://meugabinetedecuriosidades.blogspot.com.br/2013/05/por-que-ler-o-capital-hoje.html



Por que ler 'O Capital' hoje?


No mês de março, a nova tradução para o português do primeiro volume d'O Capital chegou às livrarias. Publicada pela Editora Boitempo, a tradução foi preparada por Rubens Enderle e será completada pelo lançamento de novas versões do segundo e terceiro volumes, previstas para acontecer em 2014 e 2015. O projeto é parte de um esforço mais amplo e ambicioso da editora, que pretende lançar parte significativa das obras de Karl Marx e Friedrich Engels em novas traduções.


A nova edição do Livro I d'O Capital

A coleção Marx-Engels já atingiu a marca de 16 volumes publicados. Começou com o lançamento de uma edição comemorativa dos 150 anos do Manifesto Comunista, em 1998. Depois foram lançadas as traduções de A sagrada família, em 2003, os Manuscritos econômico-filosóficos, em 2004, a Crítica da filosofia do direito de Hegel, em 2005, Sobre o suicídio, em 2006, e A ideologia alemã, em 2007 (essa última, também traduzida por Rubens Enderle).

Nos anos seguintes vieram outros textos importantes entre os quais a esperadíssima edição dos Grundrisse, em 2011. Quanto a O Capital, foi lançado em três formatos: capa dura, brochura e edição eletrônica.

No dia 20 de abril, o jornal Estado de Minas publicou duas matérias e três pequenos comentários sobre o lançamento, que ocuparam duas páginas do seu caderno semanal "Pensar". A primeira matéria, assinada por João Paulo Cunha, editor do caderno, comentou a nova tradução e chama a atenção para as dificuldades envolvidas na leitura da obra magna de Marx:
"O capital, de Karl Marx (1818-1883), não é um livro fácil. Talvez seja até mesmo um dos mais complexos de seu tempo, pela soma de conhecimentos que traz, que exige um leitor informado sobre filosofia, história, economia e política, entre outras disciplinas. Além disso, ao inaugurar um campo do saber, faz uso de um método, a dialética, inspirada na filosofia de Hegel, mas com um foco definido na análise crítica do modo de produção de riqueza baseado no mercado. Em outras palavras: um novo objeto, uma nova ciência e um novo método. A isso se soma o volume da obra, que alcança milhares de páginas em quatro volumes, sendo que apenas no primeiro deles Marx pôs o ponto final."
A segunda matéria é assinada por Rubens Enderle, o tradutor da nova edição, que comenta os desafios do trabalho. O primeiro foi a necessidade de preservar a precisão conceitual:
"Por exemplo, é preciso preservar a distinção sutil entre termos como “mais-trabalho” (Mehrarbeit), “sobretrabalho” (Überarbeit) e “trabalho excedente” (Surplusarbeit). Há também conceitos de caráter filosófico, dotados de uma forte carga hegeliana, conceitos que o próprio Marx utilizara em suas obras juvenis, como, por exemplo, “alienação” (Entäusserung, Entfremdung), “estranhamento” (Entfremdung), “determinidade” (Bestimmtheit), “suprassunção” (Aufhebung), “materialidade” (Materiatur) etc."
O segundo desafio, segundo o tradutor, foi colocado pela necessidade de transitar pelos diferentes estilos adotados por Marx ao longo do texto, em que se alternam trechos de natureza filosófica com capítulos analíticos e longas narrativas que descrevem as condições de vida da classe operária, sem mencionar as inúmeras referências a obras e personagens literários como Quixote e o Fausto.

São esclarecedores, por outro lado, seus comentários sobre a relação entre a nova tradução e o texto d'O Capital estabelecido na edição MEGA-2 (isto é, a Marx-Engels-Gesamtausgabe, a segunda tentativa de editar as obras completas de Marx e Engels, inciada nos anos 1970 e ainda em curso). É preciso tomar com boa dose de cautela o material de divulgação da editora quando afirma que a nova tradução foi feita "pela primeira vez a partir da edição preparada no âmbito do projeto alemão MEGA-2". Por um lado, é certo que o tradutor está a par dos critérios filológicos e editoriais adotadas na edição MEGA-2, por outro ele mesmo reconhece que:
"No caso do livro 1 de O capital (a 4ª edição), a edição da Mega não traz muitas novidades em relação à edição da Werke (MEW), pois o livro 1 foi editado ainda durante a vida de Marx, e ganhou mais duas edições depois de sua morte. Portanto, o texto-base da Mega é praticamente o mesmo da MEW, com exceção das notas da edição, que em alguns casos suprem lacunas da MEW. Há, certamente, outras vantagens da edição da Mega em relação à da MEW: por exemplo, a Mega traz no seu volume de apêndice todas as passagens da edição francesa de O capital que não foram incorporadas por Marx na edição alemã. Seria interessante apresentar isso ao leitor brasileiro, mas não foi possível incorporar essas passagens em nossa edição, já que isso tornaria o volume grande demais (na verdade, exigiria desmembrar o livro em dois volumes, o que é desfavorável do ponto de vista comercial).
A grande diferença se encontra nos livros 2 e 3, que Marx deixou na forma de manuscritos (montados por Engels naquilo que hoje conhecemos como livros 2 e 3 de O capital). A Mega, além da versão de Engels, edita os manuscritos em sua integralidade, o que revela enormes diferenças em relação à montagem feita por Engels. Em minha tradução dos livros 2 e 3 do Capital, serão incluídas as variantes mais importantes (por mim selecionadas) dos manuscritos. Trata-se, portanto, de um trabalho não só de tradução, mas de pesquisa em mais de 2 mil páginas de manuscritos. O livro 2 deve sair no início de 2014, e o livro 3 em 2015."
Na verdade, os quinze volumes que compõem a segunda seção da edição MEGA-2 incluem todas as versões do primeiro volume d'O Capital, além de todos os manuscritos preparatórios dos 3 volumes. Isso significa que, no que diz respeito ao primeiro volume d'O Capital, a MEGA-2 inclui  não apenas o texto da quarta edição alemã, a partir da qual foram feitas todas as traduções para o português, mas também o texto integral das edições anteriores (a de 1867, a de 1872 e a 1883) e o da tradução francesa publicada entre 1872 e 1875. É importante notar que as variantes dessas edições são, por vezes, significativas, como é o caso, por exemplo, das várias versões do capítulo 1. Se isso não diminui em nada o mérito da nova tradução, fica claro que ainda não dispomos de uma edição à altura dos critérios da MEGA-2. Na verdade, não temos sequer uma tradução do primeiro volume como a tradução espanhola feita por Pedro Scaron e publicada pela editora Siglo XXI, que tomou por base o texto da segunda edição alemã e acrescentou a ele variantes de outras edições.

Finalmente, o caderno Pensar trouxe três pequenos depoimentos na forma de respostas à questão "por que ler O capital hoje?". Tive a satisfação de ser um dos convidados a responder a pergunta, ao lado de Lucília Neves, professora da UnB e da UFMG, e de Frederico Santana Rick, cientista social e militante da Assembleia Popular e das pastorais sociais. Para encerrar, tomo a liberdade de reproduzir aqui o meu depoimento, como uma espécie de convite a leitura desse livro fundamental: 
"Ao longo de todo o século XX, a morte de Marx e de seu legado teórico foi anunciada repetidas vezes, ora por seus adversários – filósofos, políticos, economistas –, ora mesmo por aqueles que até anteontem professavam o marxismo. O simples fato de que o anúncio foi repetido periodicamente revela que o defunto teima em não se deixar sepultar. De fato, a partir de 2008, a crise econômica nos EUA e na Europa provocou um interesse renovado pela leitura das obras de Marx: jornais como o New York Times e The Times tem falado de um “retorno a Marx” e até mesmo a insuspeita revista Time reconheceu em matéria recente a “vingança de Marx” sobre seus adversários.
Se é óbvio que o capitalismo contemporâneo é, em alguns aspectos, distinto daquele que havia no século XIX, não é menos verdade que sua natureza fundamental continua a mesma. O capitalismo é, como Marx mostrou de modo pioneiro, um sistema econômico expansivo e inexoravelmente propenso a crises. O capitalismo ainda é aquele examinado por Marx e O Capital é, de longe, a melhor análise já feita sobre as estruturas fundamentais do capitalismo, suas determinações essenciais, “as leis econômicas que regem o movimento das sociedades modernas”. Por essa razão, ler O Capital continua importante e atual, leitura que é incontornável para quem quiser entender as questões do nosso tempo."

Friday, 24 May 2013

“Releer Marx a la luz de la filología” Roberto Fineschi


Fuente: http://marxismocritico.com/2013/05/22/releer-marx-a-la-luz-de-la-filologia/#more-6763


“Releer Marx a la luz de la filología” Roberto Fineschi


1. La nueva edición del libro I del Capital que he coordinado para las “Opere Complete di Marx ed Engels” (vol. XXXI, Napoli, La città del sole, 1600 páginas) pretende mostrar al lector el estado de la cuestión tras las significativas novedades surgidas durante la publicación de la nueva edición histórico-crítica, la segundaMarx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA2), monumental proyecto de 114 volúmenes en proceso de realización desde hace cuarenta años y lejos de finalizarse [1].
La circulación de las obras de Marx ha sido escasa en las últimas décadas; recientemente ha sido reemprendida su publicación, aspecto sin duda positivo. Sin embargo, en casi todos los casos, simplemente se han vuelto a publicar los textos clásicos o se los ha reeditado en base a las ediciones tradicionales. Por el contrario, la gran novedad de la MEGA consiste, esencialmente, en haber mostrado que muchas de las obras más significativas de Marx diferían de las lecturas históricamente realizadas. De manera que no son, tan solo, las interpretaciones de Marx y Engels las que hay que revisar, sino las mismas fuentes textuales sobre las que las interpretaciones se han realizado o pueden realizarse. La nueva edición del primer libro delCapital parte, por primera vez en el mundo occidental, de esta premisa.
Es sabido que Marx no publicó personalmente el segundo y tercer volúmenes; lo hizo Engels después de su muerte, en 1885 y 1894 respectivamente. Para el segundo, Engels disponía de 8 manuscritos redactados desde 1865 a finales de 1870, a niveles bastante dispares de finalización, en cualquier caso ninguno listo para la imprenta. [2] Para el tercero tenía sustancialmente un gran manuscrito de 1864/5 y pocas reelaboraciones posteriores de escasa relevancia [3]. El tercer libro, si bien apareció el último, es, en realidad, poco más que un borrador; la situación es algo mejor para el segundo, aunque, también para este, no exista en absoluto una versión definitiva. El primer libro es aparentemente el más acabado, por cuanto el mismo Marx envió a la imprenta dos ediciones alemanas – 1867 y 1872/3 – y una francesa – 1872/5 -, todas con muchísimos cambios. Aun así, tampoco disponemos de una versión definitiva del primero ya que la última aparecida, la francesa, es considerad por Marx mejor en cuanto al contenido pero decididamente insuficiente a nivel lingüístico[4]. En 1883, año de la muerte de Marx, Engels envió a la imprenta la tercera edición alemana, en la que Marx no participó en primera persona; había dejado apuntes y notas al margen en las ediciones precedentes, pero será Engels quien siga y no siga sus indicaciones [5]. Esto ha ocasionado situaciones paradójicas, por ejemplo respecto a la división en capítulos y secciones, con lo que quien sigue las ediciones francesa e inglesa tiene una división y quien sigue la edición alemana y las traducciones basadas en ella, tiene otra división. Resumiendo: para comprender a Marx no se puede prescindir de la compleja estratificación del texto, que, en el caso de la teoría del capital, consiste en 15 volúmenes en 24 tomos, es decir, toda la segunda sección de la MEGA.
2. La presente edición tiene por objeto presentar al lector italiano todos los textos por nosotros conocidos que Marx escribió con la intención explícita de realizar el libro I del Capital. Con ello se ha intentado tener en cuenta un cierto número de traducciones existentes, italianas y no italianas, tanto desde un punto de vista lingüístico como editorial en un sentido más general. Ninguna de ellas, excepción hecha, en parte, de la edición en castellano a cargo de P. Scaron, está a la altura de la problemática actual. De hecho, la cuestión fundamental es que, después de la MEGA, no se sabe exactamente qué publicar cuando se pretende enviar a la imprenta el libro I del Capital. ¿Cuál es la edición de referencia si no existe una de última mano de Marx? Se ha visto que no es posible utilizar la francesa por varios motivos. De modo que las opciones son dos: o la II ed. alemana, o la IV, en la que Engels continua añadiendo (pocos) pasajes de la francesa, pero que por lo demás es casi igual a la III. En 1975, en clave antiengelsiana y con la idea de publicar un “auténtico” texto marxiano, Scaron decidió usar la II para su edición en castellano, introduciendo como variantes las versiones sucesivas. Si bien es esta una opción legítima bajo ciertos presupuestos, con todo, se presta a críticas a mi entender sustanciales. La principal es la siguiente: encontramos como notas, y no en el cuerpo del texto, partes no solo consideradas por Marx superiores, sino publicadas por él en la ed. francesa; los materiales “viejos” se hallan, en cambio, en el cuerpo del texto. Por el contrario, usando la IV, sustancialmente igual a la III, se presenta al menos la mayor parte de ese contenido en el cuerpo del texto. De todos modos, nótese, por ejemplo, cómo ninguna de las dos opciones, la II o la IV ed. alemanas, muestre el cuerpo del texto según la subdivisión “final” de la ed. francesa. En realidad, la única solución sería publicar todas las ediciones íntegramente, operación editorialmente prohibitiva. “Crear” una obra reconstruyendo el texto en base a los manuscritos marxianos para el libro I sería una operación de redacción, de la que sería difícil valorar su “marxianidad”. Por todo ello, en esta edición nos ha parecido razonable adoptar como base textual la IV ed. alemana de 1890 a cargo de Engels; respecto a esta, se ofrecen las principales variantes de todas las demás (I, II, III ed. alemanas, ed. francesa). Los textos de referencia son los aparecidos en la MEGA, II sección, vol. 5-10.
No obstante, en esta edición no se muestra sólo el tradicional texto del Capital con sus variantes; además de estas (centenares de páginas) se ofrece la primera traducción del Manuscrito 1871-72, presentado según la reconstrucción crítica del vol. 6 de la II sección de la MEGA; se trata de un texto muy interesante, por cuanto es el material de trabajo para la total reescritura del primer capítulo sobre la Mercancia de 1867 y del apéndice relacionado para los “no dialécticos” en la preparación de la II ed. alemana y de la ed. francesa. Con ello se dan indicaciones fundamentales sobre cómo leer el texto publicado. Por último, se tiene una nueva traducción del llamado capítulo VI inédito obtenido del manuscrito 1863/4 según lo publicado en la MEGA, II sección, vol. 4.1.
Finalmente, veamos de manera breve cómo se estructuran los dos tomos. En el primero el lector encuentra el texto de la IV ed. alemana. En el segundo se hallan las variaciones de la I, II, y III ediciones alemanas y de la francesa, los dos manuscritos indicados, I parte del manuscrito 1863-65 (el llamado “capítulo VI inédito”) y el manuscrito 1871/2, y todos los instrumentos críticos: glosario, notas explicativas e índices (pesos y medidas, literatura citada, nombres, argumentos). Se trata, en total, de casi 1600 páginas.
3. Por lo que respecta a la traducción es conocido el dicho “traduttore-traditore” [traductor-traidor]; válido en general, asume un significado particular en el caso del Capital, una mezcla de lenguaje hegeliano, sarcasmo publicitario y mordacidad humorística, entre otras muchas cosas. Resulta difícil dar cuenta de todo ello. Se ha intentado hacer lo posible en cuanto a la vivacidad del estilo, pero, en relación a las problemáticas más estrictamente científicas, nos ha parecido necesario dedicar algunas páginas a la explicación de la traducción de algunos términos clave. De hecho, las opciones escogidas en esta nueva edición van ligadas a los problemas surgidos de la comparación entre las traducciones existentes y las problemáticas metodológicas desarrolladas paralelamente a la publicación de la nueva edición histórico-crítica.
Inicialmente se pensó utilizar la traducción de Cantimori y ofrecer simplemente las variantes. Aun siendo esta una válido instrumento incluso tras el paso de los años, nos dimos cuenta de cómo, de manera parecida a lo sucedido con la mayor parte de las traducciones occidentales, la misma no había sido capaz de resolver diversos y significativos problemas ligados a la complejidad categorial del texto, sobre todo en los primeros capítulos. Esta insuficiencia ha hecho imposible, para quien no pudiera acceder al texto alemán, una más profunda comprensión de las problemáticas metodológicas y del desarrollo efectivo de las categorías. En cuanto a la cuarta edición alemana, se han retraducido de nuevo los primeros siete capítulos y se ha repasado significativamente la parte restante (las traducciones de las variantes y de los otros manuscritos son todas nuevas). Como se ha mencionado, siguiendo un principio de transparencia y claridad, se ha decidido dar cuenta de las opciones de traducción en un amplio glosario. Traducir un término dado en un cierto sentido significa, de hecho, escoger entre opciones interpretativas. Siendo esto inevitable, parece correcto ponerlo de manifiesto. He aquí una lista de algunas de las categorías, entre otras muchas, a las que nos referimos:Veräußerung/Entäußerung, Ding/Sache, wirklich/reell, darstellen/vorstellen/repräsentieren, Erscheinung/Schein.
De esta forma, el lector tiene acceso al texto alemán y, si acaso disiente de las opciones adoptadas, tiene la posibilidad de dirigirse al término/categoría en cuestión.
4. No es aquí donde quisiera hablar de las posibles nuevas interpretaciones del texto, para no solaparlas con el carácter crítico de la presente edición. De todos modos, creo que se puede afirmar de manera general que algunas de las interpretaciones tradicionales, a veces relacionadas a aspectos fundamentales convertidos en sentido común al haber sido transformados en axiomas de manual, se diría que parecen ‘imprecisas” tras una lectura filológica y desinteresada del texto. Con ello quiero decir que desarrollos sofisticados de la teoría de Marx, resultado de debates complejos y de gran valor cognitivo, a menudo han partido de una formulación imprecisa de los presupuestos. Creo que la gran contribución de la filología, en un momento de crisis y de estancamiento general en el panorama teórico de algún modo conectado con Marx, consista no tanto en revivir debates seculares, hoy en día esencialmente cerrados desde hace décadas, o en trascender un Marx mal leído, sino en repensar lo correcto de las premisas de aquellas interpretaciones, su fundamento filológico. Me parece que, aun en el amplio espectro de las lecturas posibles, la filología ayude a excluir algunas seguramente infundadas, o a dar mayor o menor consistencia a otras plausibles. A mi entender esta es la opción más provechosa y científicamente fecunda a acometer y espero que esta nueva edición pueda contribuir en este sentido.
(22 Marzo 2013)
Traducción para Marxismo Crítico de Carles Soriano
[1] Para mayor información sobre la MEGA véase mi Un nuovo Marx, Roma, Carocci, 2008 y el volumen en curso de publicación MEGA2, Marx ritrovato, a cargo del llorado A. Mazzone, Roma, Mediaprint.
[2] Sobre los manuscritos para el libro II véase mi Il secondo libro del Capitale dopo la MEGA2 en “Marxismo oggi”, 2010/3, pp. 32 ss., retomado en la nueva introducción al mencionado libro a cargo de A. Mazzone. pp. 25 ss.
[3] Sobre los principales problemas ligados al manuscrito para el tercer libro de 1864/5 en relación con el libro publicado, véase mi Ripartire da Marx, Napoli, La città del sole, 2001, pp. 370 ss.
[4] El hecho de que el mismo Marx dijera que esta edición fuese la aconsejable ha llevado a muchos a considerarla mejor “en general”. En realidad, la reconstrucción filológica permite mostrar con extrema precisión en qué consisten las mejoras y en qué las carencias. Sin entrar en el contenido de este debate, para el mismo véase mi Introduzione al Capitale, se puede afirmar que las mejoras se hallan en la séptima sección sobre la acumulación, mientras que las carencias son … la traducción en sí misma, que por casi un tercio del texto se aleja del original hasta el punto que incluso no se encuentra el concepto de “valorización”.
[5] Cfr. K. Marx, Verzeichnis der Veränderungen für den ersten Band des “Kapitals“ en K. Marx, F. Engels, Gesamtausgabe, sec. II, vol. 8, Berlin, Dietz, 1989.
Roberto Fineschi ha estudiado filosofía y economía en Siena, Berlín y Palermo. Entre sus publicaciones recordamos Ripartire da Marx(Napoli 2001), Marx e Hegel (Roma 2006) y Un nuovo Marx (Roma 2008). Vencedor del premio Rjazanov, y miembro del International Symposium on Marxian Theory, con el que ha publicado diversos ensayos y libros, entre ellosRe-reading Marx. New perspective after the critical edition, Palgrave 2009.

Monday, 6 May 2013

Coloquio “Karl Marx a 195 años de su nacimiento. El regreso del topo”


Coloquio “Karl Marx a 195 años de su nacimiento. El regreso del topo”

Título: Karl Marx a 195 años de su nacimiento
El regreso del topo 

Fecha: 2013-05-06 al 2013-05-09
Lugar: Auditorio del CEIICH, Torre II de Humanidades 4º piso, Circuito Escolar, Ciudad Universitaria
Lunes 6
10:00 horas
Inauguración
Norma Blazquez Graf /CEIICH, UNAM
Elvira Concheiro /CEIICH, UNAM
Jaime Ortega / FFyL, UNAM
José G. Gandarilla /CEIICH, UNAM
10:20 horas
Conferencia. Bienvenido, Carlos
Pablo González Casanova /IIS, UNAM
12:10 horas
Conferencia. El Manifiesto Comunista en América Latina. Una historia de su recepción y de su difusión, a través de sus traducciones, ediciones y apropiaciones.
Horacio Tarcus / FCS, UBA
16:00 horas
La Comuna de París y las Revoluciones del siglo XX
Horacio Crespo /FFyL, UNAM
Alfonso Vázquez / FFyL, UNAM
Fernando González / PPELA, UNAM
Elvira Concheiro / CEIICH, UNAM
18:00 horas
Patriarcados capitalistas y feminismo(s) socialista(s)
Ashanti Daadath Ríos Gómez / FFyL
Marcela Lagarde / FCPyS, UNAM
Gabriela González Ortuño /PELA, UNAM
Márgara Millán /FCPyS, UNAM
Gabriela Vargas, Enrique Rosales y Lourdes Ramírez / FFyL
Martes 7 de mayo
10:00 horas
Espacio, territorialidad y eurocentrismo. El “lugar” de enunciación en el marxismo
Georgina Calderón /FFyL, UNAM
Héctor Ignacio Martínez Álvarez / FFyL, UNAM
Jorge Gasca Salas /ESIA, IPN
José G. Gandarilla /CEIICH, UNAM
12:00 horas
Capital y crisis civilizatoria
Víctor Flores Olea /CEIICH, UNAM
Isidro Téllez Ramírez / PPG, UNAM
Jorge Omar Rodríguez / FE, UNAM
Luis Arizmendi / FE, UNAM
16:00 horas
Globalización, modernidad y capitalismo
Andrea Ancira García / UAEM
Armando González Díaz /FE, UNAM
Pedro Hernández Marcos / ENAH 
David Gómez Arredondo /FFyL, UNAM
Juan Cristóbal Cárdenas y Mónica Iglesias / PPELA, UNAM
18:00 horas
Economía y política desde un enfoque marxista
Alfredo Macías Balmar / FE, UNAM
Mylai Burgos / UACM
Gonzalo Flores Mondragón / FE, UNAM
Raymundo Espinoza Hernández / FE, UNAM
Miércoles 8 de mayo
10:00 horas
Marxismo, antropología y formas comunitarias
Consuelo Sánchez /ENAH
Luciano Concheiro /UAM-X
Mónica Iglesias Vázquez / PPELA, UNAM
Miguel Ángel Adame /ENAH
12:00 horas
Crítica de la política y el Estado
Lucio Oliver / FCPyS, UNAM
Jaime Ortega / FFyL, UNAM
Gerardo Ávalos Tenorio /UAM- X
Mauro Sebastián Espínola / FCPyS, UNAM
16:00 horas
El análisis marxista y las transformaciones recientes en América Latina
Pedro Daniel Gaytán Cabrera / FFyL
Alma Delia Soto Toledo / FE, UNAM
Jaime Osorio / UAM- X
Massimo Modonesi / FCPyS, UNAM
18:00 horas
Discusión del libro México: Del antiguo régimen a la modernidad
Enrique Semo / FE, UNAM
Aldo A. Guevara Santiago / FCPyS, UNAM
Victor Hugo Pacheco Chávez / PPELA, UNAM
Jueves 9 de mayo
* 10:00 horas
Enajenación, fetichismo y crítica de la vida cotidiana
José Francisco Desentis Torres /FE, UNAM
Cristina Morales Saro / UNIOVI
Carlos Oliva / FFyL, UNAM
Gabriel Vargas Lozano / UAM- I
Julio Muñoz / CEIICH, UNAM
* 12:00 horas
Crisis actual del capitalismo
Luis Genaro Molina Álvarez / FE, UNAM
Carlos Morera /IIEc, UNAM
Efraín León / FFyL, UNAM
17:00 horas
Conferencia. Marx en la crisis actual
Enrique Dussel / FFyL, UNAM
19:00 horas
Clausura
Elvira Concheiro /CEIICH, UNAM
Enrique Dussel / FFyL, UNAM
José Gandarilla /CEIICH, UNAM

Messaggi in bottiglia. Versi, parole e pagine sparse di una vita tra Hegel e Marx (recensione del libro di N. De Domenico Visa Cogitata Scripta)

  Messaggi in bottiglia. Versi, parole e pagine sparse di una vita tra Hegel e Marx Pubblicato il 1 settembre 2026 da Comitato di Redazio...