Monday, 28 March 2011

Alguns Pontos Preliminares de Referência [Texto dos Cadernos do cárcere] António Gramsci


Foto de GramsciAlguns Pontos Preliminares de Referência
[Texto dos Cadernos do cárcere]

António Gramsci

Posterior a 1931


Fonte: Algunos puntos preliminares de referencia, na antologia preparada e traduzida por J. Solé-Tura: Introducción a la filosofía de la praxis, Ediciones Península, Barcelona, 1972, págs. 11-15.
Tradução para o português da Galiza: José André Lôpez Gonçâlez. Maio, 2008.
HTML: Fernando A. S. Araújo.
Direitos de reprodução: A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.

É preciso destruir o preconceito, muito difundido, de que a filosofia é algo muito difícil polo facto de ser a atividade intelectual própria de uma determinada categoria de cientistas especializados ou de filósofos profissionais e sistemáticos. Portanto, deve-se demonstrar preliminarmente, que todos os homens são «filósofos», definindo os limites e as características desta «filosofia espontânea» peculiar a «todo o mundo», isto é, da filosofia que está contida:
a) na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos determinados e não só de palavras gramaticamente vazias de conteúdo;
b) no senso comum e no bom-senso;
c) na religião popular e, conseqüentemente, em todo o sistema de crenças, de superstições, de opiniões, de modos de ver e de agir que se manifestam naquilo que se conhece geralmente por «folclore».
Após ter demonstrado que todos são filósofos, ainda que a seu modo, inconscientemente porque, na mais simples manifestação de uma atividade intelectual qualquer, a «linguagem», contem-se já uma determinada concepção de mundo, passemos ao segundo momento, ao momento da crítica e da consciência, isto é, ao problema de se é preferível «pensar» sem disto ter consciência crítica, isto é, «participar» de uma concepção de mundo «imposta» mecanicamente polo ambiente exterior, e portanto, por um dos grupos sociais nos quais todos estamos automaticamente envolvidos desde a nossa entrada no mundo consciente (que pode ser a própria aldeia onde residimos ou a província, que pode se originar na paróquia e na «atividade intelectual» do cura ou do velho patriarca, que dita leis com a sua «sabedoria», na mulher que herdou a sabedoria das bruxas ou no pequeno intelectual avinagrado pola própria estupidez e a sua impotência para a acção) ou é preferível elaborar a própria concepção do mundo consciente e criticamente e, em ligação com este trabalho do próprio cérebro, escolher a própria esfera de actividade, participar activamente na produção da história do mundo, ser o guia de si mesmo e não aceitar do exterior, passiva e servilmente, que a marca da nossa personalidade venha formada de fora.
Nota I. Pola própria concepção de mundo, pertencemos sempre a um determinado grupo, e de maneira concreta, de todos os elementos sociais que partilham de um mesmo modo de pensar e agir. Sempre somos conformistas de algum conformismo, sempre somos homens-massa ou homens-coletivos. A qüestão é a seguinte: qual é o tipo histórico do conformismo, do homem-massa do qual se faz parte? Quando a concepção do mundo não é crítica e coerente, mas ocasional e desagregada, pertencemos simultaneamente a uma multiplicidade de homens-massa; a própria personalidade é composta de maneira bizarra e heterogénea: encontram-se nela elementos dos homens das cavernas e princípios da ciência mais moderna e progressista; preconceitos de todas as fases históricas passadas, grosseiramente localistas e intuições de uma filosofia futura que será do gênero humano mundialmente unificado. Criticar a própria concepção de mundo significa, portanto, torná-la unitária e coerente, elevá-la até o ponto atingido polo pensamento mundial mais elevado. Significa, também, criticar toda filosofia existente até hoje, na medida em que deixou estratificações consolidadas na filosofia popular. O início da elaboração crítica é a consciência daquilo que realmente somos, isto é, um «conhece-te a ti mesmo» como produto do processo histórico desenvolvido até hoje, que deixou em ti uma infinidade de traços recebidos sem benefício no inventário. Tem-se de iniciar, este inventário.
NOTA II. Não se pode separar a filosofia da História da Filosofia, nem a cultura da História da Cultura. No sentido mais imediato e determinado, não se pode ser filósofo, isto é, não se pode ter uma concepção do mundo criticamente coerente, sem a consciência da historicidade, da fase de desenvolvimento por ela representada e do facto de que está em contradição com outras concepções ou com elementos de outras concepções. A própria concepção do mundo responde a determinados problemas colocados pola realidade, que são bem determinados e «originais» na sua atualidade. Como se pode pensar o presente, e um presente bem determinado, com um pensamento elaborado por problemas de um passado às vezes remoto e superado? Se isto acontece quer dizer que nós somos «anacrônicos» na própria época em que vivemos, que somos fosseis e não seres modernos. Ou, polo menos, somos seres «compostos» heterogéneos e bizarros. Há grupos sociais, de facto, que, em determinados aspectos, exprimem a modernidade mais desenvolvida e em outros manifestam-se atrasados com relação à sua própria posição social, sendo incapazes, portanto, de agir com completa autonomia histórica.
NOTA III. Se é verdade que toda linguagem contém os elementos de uma concepção do mundo e também de uma cultura, será verdade igualmente que, a partir da linguagem de cada um, se pode julgar da maior ou menor complexidade da sua concepção do mundo. O homem que somente fala um dialecto ou apenas compreende a língua nacional em graus diversos, participa necessariamente de uma intuição do mundo mais ou menos restrita e provinciana, fossilizada, anacrônica em relação às grandes correntes de pensamento que dominam a história mundial. Os seus interesses serão restritos, mais ou menos corporativos ou economicistas, não universais. Se nem sempre é possível adquirir conhecimento de outros idiomas estrangeiros a fim de colocar-se em contato com diversas vidas culturais, deve-se polo menos conhecer bem a língua nacional. Uma grande cultura pode traduzir-se na língua de outra grande cultura, isto é, uma grande língua nacional historicamente rica e complexa pode traduzir qualquer outra grande cultura, ser uma expressão mundial. Mas, com um dialeto, não é possível.
NOTA IV. Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas «originais»; significa, sobretudo, difundir também criticamente verdades já descobertas, «socializá-las», por assim dizer; transformá-las, portanto, em base de ações vitais, em elemento de coordenação e de ordem intelectual e moral. Conduzir uma massa de homens a pensar com coerência e de modo unitário o pressente é um facto «filosófico» muito mais importante e «original» que a descoberta por um «génio» filosófico de uma nova verdade que se converte em património único de pequenos intelectuais.

Antonio Labriola FILOSOFIA Y SOCIALISMO Consideraciones sobre filosofía, política del proletariado, economía, historia, etc. desde el punto de vista marxista


Antonio Labriola


FILOSOFIA Y SOCIALISMO

Consideraciones sobre filosofía, política del proletariado, economía, historia, etc. desde el punto de vista marxista



Indice




FILOSOFIA Y SOCIALISMO

Cartas a G. Sorel



Saturday, 26 March 2011

Cesare Pianciola, recensione di Marx in questione (a cura di Bellofiore-Fineschi) e di Dialettical della forma di valore (a cura di Bellofiore-Redolfi Riva) L'Indice dei libri del mese, a. XXVII, novembre 2010, n. 11

Riccardo Bellofiore e Roberto Fineschi (a cura di), Marx in questione. Il dibattito “aperto”dell'International Symposium on Marxian Theory, pp. 347, € 25,00, La Città del Sole, Napoli 2009 


  




Hans Georg Backhaus, Dialettica della forma di valore. Elementi critici per la ricostruzione della teoria marxiana del valore, a cura di Riccardo Bellofiore e Tommaso Redolfi Riva, pp. 549, € 18,00, Editori Riuniti, Roma 2009

L'Indice dei libri del mese, a. XXVII, novembre 2010, n. 11

Cesare Pianciola

Marx in questione raccoglie alcuni scritti dei partecipanti all'International Symposium on Marxian Theory, promosso da Fred Moseley, docente di economia al Mount Holyoke College nel Massachusetts, il quale ha riunito annualmente dal 1991 in seminari e convegni  ospitati presso varie università un gruppo internazionale di studiosi di Marx con l'intento di far interagire filosofi ed economisti che condividono in vario modo la teoria marxiana del valore e sono interessati alle questioni relative al metodo logico nel Capitale e negli altri scritti della maturità di Marx. Un incontro ravvivato negli ultimi anni dalla nuova edizione critica in corso delle opere complete di Marx ed Engels (la MEGA2), per cui, ad esempio, il “problema della trasformazione” dei valori in prezzi di produzione può oggi essere ridiscusso sulla base del Manoscritto 1863/65 di Marx e non prendere più come unico testo di riferimento la rielaborazione dei materiali marxiani fatta da Engels nel III libro del Capitale.
Il volume contiene saggi di Geert Reuten, Cristopher J. Arthur, Martha Campbell, Patrick Murray, Riccardo Bellofiore, Tony Smith, Fred Moseley e Roberto Fineschi.
Mentre alcuni di loro ritengono che la teoria marxiana abbia bisogno solo di una correttainterpretazione e nella sostanza funzioni, altri pensano che sia necessaria una sua ricostruzione che, individuati punti deboli e non risolti, la modifichi e la sviluppi in modo da renderla uno strumento teorico più soddisfacente.
Il dibattito è "aperto" ‒ come dice il titolo ‒ anche perché, pur muovendosi in un ambito  comune di problemi e avendo come obiettivo polemico condiviso sia le teorie neoclassiche e "soggettivistiche", sia quelle sraffiane e neoricardiane, le differenze interne al gruppo non vengono minimamente sottaciute. Soffermiamoci ad esempio sull'ampia discussione da parte di Bellofiore delle tesi di Fred Moseley. Bellofiore condivide con Moseley una lettura "macromonetaria" della teoria del valore e la individuazione della teoria del denaro come terreno fondamentale di discussione, ma ritiene che Moseley sbagli a considerare il capitale "totale" come somma dei capitali individuali: la dimensione macroeconomica non si riduce alla aggregazione delle parti costituenti e c'è una relazione complessa e circolare tra aspetti macro- e microeconomici. Soprattutto, se teniamo presente l'intera sequenza della costruzione marxiana e andiamo anche "oltre" e "contro" alcuni aspetti della sua teoria originaria, la pre-condizione della produzione capitalistica di merci viene ad essere "il finanziamento bancario della produzione in quanto ante-validazione monetaria  del processo di lavoro capitalistico come processo di valorizzazione", e ciò avviene "sulla base di assunzioni molto precise relative all'esito atteso della lotta di classe nella produzione", cioè di aspettative rispetto alla compressione dei salari e allo sfruttamento del lavoro vivo a livello del sistema complessivo. Nella costruzione sistemica di Marx dietro i salari monetari e i profitti monetari c'è la ripartizione conflittuale a livello macrosociale, tra le classi, delle merci prodotte e secondo Bellofiore nella ricostruzione occorre tener fermo il criterio enunciato Marx alla fine del libro primo: "noi non contempliamo più il singolo capitalista e il singolo operaio, ma la classe capitalista e la classe operaia, [...] il processo capitalistico in pieno movimento e in tutto il suo ambito sociale".
Tutti gli autori antologizzati riconoscono ampiamente i debiti della teoria marxiana nei confronti della logica di Hegel, “non solo nei Grundrisse, ma anche nel Capitale”, come sottolineano i curatori.  “È mia intenzione rendere esplicite filosofia e metodologia della dialettica sistematica della scienza sociale” afferma Geert Reuten nel primo contributo; “è possibile far luce sulle forme di valore con le categorie della logica di Hegel”, ribadisce Christopher J. Arthur, ed “è generalmente accettato che il concetto di 'capitale' sia connesso al concetto hegeliano di 'spirito' o a quello di 'concetto'scrive Roberto Fineschi nell'ultimo saggio, che analizza come lo schema hegeliano di universalità-particolarità-singolarità sia presente dalla Introduzione del '57 al Capitale (ma, per un quadro più ampio, sono da vedere le considerazioni esposte nel suo Marx e Hegel. Contributi a una rilettura, Carocci, Roma 2006). Non in tutti i saggi però viene adeguatamente sottolineato che Marx non ha semplicemente applicato la dialettica di Hegel, e che la dialettica marxiana è la logica specifica di un oggetto specifico, il capitale, per cui si tratta in ultima analisi di uno strumento concettuale almeno in parte nuovo e diverso.
Tra le ricostruzioni "qualitative" e dialettiche della teoria marxiana si collocano anche saggi scritti tra la fine degli anni Sessanta e la prima metà degli anni Ottanta dal teorico francofortese Hans G. Backhaus, che il compianto Emilio Agazzi iniziò a far conoscere nel 1981. Le traduzioni inedite di Agazzi, in parte riviste, e quelle di Antonio Pellicori sono corredate da importanti introduzioni storico-critiche dei curatori.  Backhaus cerca di liberare la teoria del valore di Marx dalla interpretazione "storicistica" engelsiana e di molto marxismo successivo, dell'ortodossia sovietica e tedesco-orientale, ma anche dell'eterodossia occidentale (Backhaus critica per esempio Ernest Mandel che scrisse un Trattato marxista di economia molto in voga negli anni Settanta). Secondo certi testi di Engels la teoria del valore si applicherebbe a società precapitalistiche di produttori contadini e artigiani che scambiano i loro prodotti in ragione del tempo di lavoro in essi impiegato e il metodo "logico" di Marx sarebbe soltanto un riassunto nel pensiero dell'effettivo processo storico dalla "produzione semplice di merci" al capitalismo sviluppato. Invece, dice Backhaus, se seguiamo il metodo "logico" prevalente in Marx, si deve "riservare il concetto di 'merce' al prodotto di quel modo di produzione organizzato mediante la divisione del lavoro che è caratterizzato dalla contraddizione di lavoro privato e lavoro sociale". A un certo punto del suo percorso, Backhaus si rese però conto della presenza in Marx ‒ dai Grundrisse in poi ‒  di stratificazioni di esposizioni della teoria del valore che non erano coincidenti e arrivò alla conclusione che ‒ come indicava Habermas nel 1976 ‒ la teoria marxiana andava decostruita e ricostruita. Il fulcro della "ricostruzione" è secondo Backhaus la questione della forma valore, cioè, come scrisse Marx in una lettera del 1859, la "parte più difficile, perché più astratta, dell'economia politica". Ma Backhaus è sostanzialmente interessato soprattutto alla questione metodologica del rapporto tra "logico" e "storico" nella critica marxiana dell'economia politica e su questo tema torna continuamente sotto diverse angolazioni nel corso di saggi che hanno una collocazione di rilievo nella corrente interpretativa che produsse lavori come quelli di Alfred Schmidt, Helmut Reichelt e Hans-Jürgen Krahl.

Friday, 25 March 2011

Louis Althusser, Étienne Balibar 1968 Reading Capital

Reading Capital


First published: by Librairie François Maspero, Paris, 1968;
Translated: by Ben Brewster;
This translation first published New Left Books 1970.

1. Introduction
2. Marx and his Discoveries
3. The Merits of Classical Economics
4. The Errors of Classical Economics: An Outline for a Concept of Historical Time
5. Marxism is not a Historicism
6. The Epistemological Propositions of Capital (Marx, Engels)
7. The Object of Political Economy
8. Marx’s Critique
9. Marx’s Immense Theoretical Revolution
Appendix: On the ‘Ideal Average’ and the Forms of Transition
1. From Periodization to the Modes of Production
2. The Elements of the Structure and their History
3. On Reproduction
4. Elements for a Theory of Transition

Louis Althusser, For Marx

http://www.marxists.org/reference/archive/althusser/1965/index.htm


— For Marx —


First published: in 1965 as Pour Marx by François Maspero, S.A., Paris. In English in 1969 by Allen Lane, The Penguin Press;
Translated: by Ben Brewster;
Transcribed: by Andy Blunden.

Contents

To My English Readers
Introduction: Today
1. Feuerbach’s ‘Philosophical Manifestoes’
2. ‘On the Young Marx’
3. Contradiction and Overdetermination
4. The ‘Piccolo Teatro’: Bertolazzi and Brecht
5. The ‘1844 Manuscripts’ of Karl Marx
6. On the Materialist Dialectic
7. Marxism and Humanism 

Friday, 18 March 2011

Mario Cingoli, La qualità nella Scienza della logica di Hegel. Commento al libro I, Sezione I, Milano, Guerini e Associati, 1997, pp. 320.

Mario Cingoli, La qualità nella Scienza della logica di Hegel. Commento al libro I, Sezione I, Milano, Guerini e Associati, 1997, pp. 320.


Dal risvolto di copertina:

Lo scopo di questo libro è, innanzitutto, la comprensione del testo; metteremo in evidenza le critiche che a nostro avviso si possono fare, ma sempre guardando insieme il discorso hegeliano nella sua ricchezza di contenuto e anche nella sua bellezzas stilistica. Vi è, in Hegel, un realismo potente e demistificante, unito a una grande forza espressiva. È opportuno ricordare qui una delle critiche più note di Tiendelenburg: Hegel pretende di dare uno svolgimento assolutamente a priori dell'idea pura, ma in realtà assume surrettiziamente dall'esperienza ciò che gli occorre. Trendelenburg ha le sue ragioni: ma, come nota Mario Dal Pra, la grandezza di Hegel sta anche in questo aspetto così contestato: ciò che va ammirato in lui è proprio la capacità di trasfondere nelle sue pagine I'enorme patrimonio della sua esperienza umana, non solo, ma di comprendere e illuminare con straordinaria efficacia alcuni momenti fondamentali dell'esperienza di tutti.

Messaggi in bottiglia. Versi, parole e pagine sparse di una vita tra Hegel e Marx (recensione del libro di N. De Domenico Visa Cogitata Scripta)

  Messaggi in bottiglia. Versi, parole e pagine sparse di una vita tra Hegel e Marx Pubblicato il 1 settembre 2026 da Comitato di Redazio...